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Pois é, leitores. Para aqueles que não acreditam no acerto, importância e justeza do Bolsa-Família, e até me ironizaram em comentários para este blog - e os adversários, em entrevistas à imprensa - uma ótima notícia: o Programa Mundial de Alimentação da ONU pretende criar modelos inspirados no nosso para garantir ajuda aos milhares que sofrem com a alta dos alimentos.
"O governo brasileiro conseguiu avançar na distribuição de alimentos e estamos em contato para ver como podemos usar o modelo em outras regiões do mundo", afirma ao O Estado de S.Paulo de hoje a diretora do programa da ONU, Jannete Sheeren. Ela adianta que já estão sendo realizados estudos para adaptar o modelo do Bolsa-Família a diversas regiões do mundo, em particular a países da África, América Central e Ásia. A idéia é criar redes sociais que garantam alimento, renda e, obviamente, autonomia para que milhares que hoje estão sem comida possam ter a segurança de sobrevivência e uma vida minimamente digna no futuro.
A ONU vai gastar US$ 3,1 bi este ano para alimentar 73 milhões de pessoas, num modelo que pode ser o do Bolsa-Família, tão criticado por míopes adversários nossos, que o classificam apenas como um programa assistencialista. Não é, oposição, é um programa que visa dar comida aos brasileiros que passavam fome e melhores condições para que disputem as alternativas para saírem da situação de carência absoluta.
(*) Publicado no blog do Zé Dirceu - http://www.zedirceu.com/
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